Equilíbrio Digital

Como manter a sanidade em um mundo hiper conectado?

Sabe aquele momento em que você se pega pensando: “Eu amo a tecnologia, mas tô esgotada(o) por causa dela”?

Se você é educador, empreendedor, ou as duas coisas, a chance de você viver nesse dilema é enorme. A gente lida com diversas ferramentas, plataformas, com a pressão de estar “sempre online” e, de repente, percebe que a nossa própria bateria social está no vermelho.

Mas a maior inovação que a gente pode adotar hoje não é um software ou uma IA nova, é o nosso próprio bem-estar. Calma, esse não é um post sobre largar tudo, é sobre parar, respirar e reprogramar o seu tempo. É sobre entender que, para transformar o mundo através da educação, a gente precisa primeiro dar um debug no nosso próprio sistema.

Vamos falar de pausas conscientes e de como o poder de hábitos diários, como beber água, se exercitar, arrumar a mesa, e fazer um pouquinho do que te faz bem a cada dia podem ser os seus maiores aliados.

A conectividade e a sobrecarga mental

Nós, que trabalhamos com inovação e educação, somos mestres em planejar o aprendizado do outro. Mas, e o nosso?

O grande desafio da vida digital é o excesso de estímulos. É a notificação que chega na hora errada, os grupos do WhatsApp que não param, e aquela sensação constante de que precisamos responder na hora ou estaremos atrasados ou perdendo alguma coisa.

E é aí que mora o perigo. Nossa mente precisa de silêncio para criar e se regenerar. A tecnologia deveria facilitar o nosso trabalho, mas muitas vezes ela multiplica as tarefas e nos rouba o tempo de ócio criativo. Uma coisa que eu sempre digo é que a criatividade não tem hora certa para trabalhar. Não vai ser todo dia ou toda hora que você vai conseguir ser criativo. Então, em vez de ficar forçando a criatividade, que tal parar um pouco e deixar o ócio tomar conta?

Eu aprendi que não existe produtividade de qualidade sem um corpo e uma mente bem cuidados.

A importância de se forçar a parar

Não espere a vontade de parar aparecer, porque ela não vai. Você precisa se forçar a isso. Se deixar, eu fico com a TV ligada, celular na mão, rolando o feed sem na verdade focar em nada. Faço tudo ao mesmo tempo, mas estou só perdendo tempo. Algumas dicas que funcionam por aqui:

  • Se force a fazer pausas conscientes: defina horários e, principalmente, lugares onde a tecnologia simplesmente não entra.
  • Diga não às notificações: desative tudo que não for essencial. O mundo não vai acabar se você demorar 30 minutos para ver aquela mensagem.
  • Definir momentos para desconectar: deixe o celular longe durante as refeições, no seu momento de lazer ou, melhor ainda, na hora de dormir

Aprenda a ser, intencionalmente, offline. É a melhor política para a sua saúde mental e para o seu sono.

Corpo são, mente sã

Eu aprendi que não existe produtividade de qualidade sem um corpo e uma mente bem cuidados. Nossas máquinas de trabalho somos nós, e elas precisam de comandos básicos, como um software bem escrito.

Natação para manter a mente sã

Dois hábitos simples, mas vitais:

Beba água! Pode parecer bobo, mas a desidratação é uma das maiores inimigas da concentração e do bom humor. Seja intencional em beber água. É o reset mais rápido e eficiente que você pode dar no seu sistema. Mantenha uma garrafa por perto e faça desse hábito uma prioridade inegociável.
Movimente o corpo! Para mim, entrar na piscina é como fazer um logoff obrigatório. Na água, você não consegue checar o celular, não consegue pensar em responder e-mail. É você, a respiração e o movimento. A natação me ensina sobre ritmo, sobre a importância de ir em frente sem pressa e de focar no presente. Se você não nada, procure o seu reset total, pode ser uma caminhada, uma ioga ou até mesmo um alongamento. O que importa é um momento de presença plena e offline.

Hábitos que desaceleram

Nós somos mestres em multitarefas digitais. Mas o que nos equilibra é a multitarefa analógica, aquela que exige que o corpo e a mente trabalhem de forma diferente.

Meu hobby favorito: montar quebra-cabeças

Quando eu quero desacelerar, eu normalmente recorro a um quebra-cabeça. Quando monto um quebra-cabeça, meu cérebro está focado, mas em um ritmo totalmente diferente do frenesi digital. Eu exercito a paciência, a visão de longo prazo e a satisfação do pequeno encaixe. É um exercício de paciência e descompressão que não tem preço. Inclusive, estou montando um aqui há meses rs. Eu queria um quebra-cabeça bem difícil e acho que exagerei na missão, mas sigo firme e forte!

O ato de arrumar a mesa como um auto cuidado

Outro ritual importante para mim é o do (auto) cuidado. Cozinhar, arrumar a casa ou arrumar a mesa para comer são atos de presença plena e carinho. Fazer a faxina é, para mim, uma forma de organizar a mente. Quando o ambiente está em ordem, as ideias fluem melhor. E o ato de preparar o alimento é um ritual que desacelera o tempo e nos conecta com o momento de nutrir a nós e a quem amamos.

O seu bem-estar

A transformação mais importante que podemos promover é aquela que começa na gente. Sua produtividade não se mede por quantas horas você está online ou por quantos e-mails você responde. Ela se mede pela qualidade da sua presença quando você está ligada.
Lembre-se: antes de otimizar a tecnologia dos outros, otimize o seu algoritmo interno. O seu propósito é importante demais para ser sacrificado pelo scroll infinito.

Pense nisso: Qual vai ser o seu comando de reset para hoje? Me conta aqui ns comentários!

1 COMENTÁIO

Deixe um comentário

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui

Roberta Freitas

Professora

Roberta é educadora com foco em tecnologia educacional e interesse em novas tecnologias, inovação, gestão e capacitação de professores. Mestre em Estudos da Linguagem, graduada em Letras. Google Innovator, Google Trainer e líder do Grupo de Educadores Google do Rio de Janeiro. Atua no ensino de língua inglesa há mais de 15 anos e se especializou em integração de tecnologia educacional no currículo. Tem experiência e interesse em design instrucional, capacitação de professores, ensino remoto e híbrido, metodologias ativas, ensino de idiomas, integração de tecnologia educacional, cultura maker, realidade virtual e aumentada e inteligência artificial. É fã de moda, viagem e gastronomia.